Ah carência covarde!
Ela me domina, não sei como tira minha paz...
Eu sei lá quando tô apaixonada, encantada ou apenas sem opções de escolha,
como consigo julgar-me pela agonia da indecisão ou me afastar desse abusivo e envolvente desprezo?
Ficar longe ou usá-lo um pouco mais enquanto posso não é uma questão de vício é uma coisa de valor
Eu tenho o meu valor e não que eu quero que ele seja comprado
Ele precisa ser apreciado
Dedicado dentre todas as atenções
transformado em algo exclusivamente importante para nós
Essa dúvida nem sequer entra na cabeça, ela é tão absurda que não pode ser merecida
Isso me faz triste hoje
escanteada feito jogador reserva
disponível para entrar em campo quando necessitam
é tão pouco o que podes me dar e mesmo assim em nome dessa tal carência eu aceitaria
Odeio quando alguém me olha com ar superior
Eu vou lembrar disso mais uma vez
E esquecer que se me puxar me terá novamente
Sou uma boba mesmo, mas uma boba resolvida
Até