segunda-feira, 30 de maio de 2011

A era dos psicopatas

A minha piscina da cheia de sapos, minha casa completa de ratos, meus trabalhos entregues as baratas, e vários parasitas a me sugar, literalmente. Em algum minuto preciso descansar, respirar, pensar com cautela e não descuidar. Tudo isso me confunde, deixa minha mente obscura. Estou em crise SIM, isso acontece quando tenho muita coisa para dar conta e bastante preguiça para cultivar além de muita besteira inacabada para resolver. Psicopatas me rodeiam.

Menino Mimado – Mantém uma relação doentia entre nós, me manda mensagens pela madrugada, faz declarações infundadas, esforços inúteis, custeia contas altíssimas, percorre grandes trajetos e tudo isso consciente de que eu não vou lhe dá uma chance. Afirma não se importar com meu desprezo, pois eu valho à pena. Que tipo de pessoa faz isso? Suicida...?!

Homem Casado – liga SÓ para dizer que me ama. Ah nãoooo! Cuida da tua mulher PORRA. Mas a resposta não foi essa, foi bem assim – ah sei, eu ME amo, você SE ama e essa NÃO é uma relação mútua, rapaz. Eu heim...


 Frustado – Louco, totalmente louco. Levou um belo par de chifres e tá querendo amparar suas mágoas em mim. Cada uma... Sei que sou pequena, mas sou mais bonitinha que um cabide.

E ainda rola, meus Amigos filhos da Puta – aqueles mesmo que na primeira oportunidade me viraram as costas e detalhe na hora que eu mais precisei.

Dominadores – aqueles que querem ditar seu comportamento. Nem pensar em adotá-los, estou em busca de liberdade de atos.

Também não quero virar nenhum desses psicopatas à procura de um tesouro perdido. Eu só quero viver, pois as minhas próprias insanidades já me bastam. Deixem de me atormentar com suas epidemias, elas são altamente contagiosas e eu não estou aberta a pegá-las. Certo?

Parem de me controlar Monalisa, Sono e Mídias. Tudo aqui é muito pessoal disfarçado de impessoalidade. Prefiro minhas próprias escolhas!

Beijo pro Menino Lindo, que é o que tem de bom nisso tudo.

Crises


Na minha vida elas vão e voltam por motivos ou pela ausência deles.
Estou analisando-as... Depois compartilho!
((Registrando minha mais nova e linda seguidora))

sábado, 28 de maio de 2011

O que eu te fiz agora

Sou dama da noite, afirmo. Gosto da madrugada e todos os segredos que ela guarda. Só não explico situações atípicas em que acordo cedo, sorridente e feliz, como hoje. Não me levem a mal por sonhar acordada, por ser assim tão astuta e levada. A nostalgia ouviu de um rosto encantado, uma voz doce e se animou.
Não escreverei grandes laudas para testar sua paciência ou curiosidade, serei direta. Meu vermelho - seu preto - sua beleza - elementos que enfeitam as grandes intenções da ocasião. Ter-te tão perto é um privilégio, admirar teu sorriso é divino, sentir-se protegida nos teus braços é perfeito, conversar as demais coisas com você é divertido. Já penso em você com saudades poucos minutos após te deixar. Menino lindo, se tu soubesses como saberia te fazer feliz, como iria querê-lo mais perto só para te fazer cafuné. Não te deixarei sem nome, o chamarei de “guiga” - para os íntimos e estimo exclusividade. Nada demais para meus “quinze anos” rs.
Meu lindo, continuo encantada, apenas. Não confunda, certo? Fique bem!

Ps: Quando seu futuro chegar e quiser ir embora por causa do seu passado, lembre-se que eu  estou aqui para ser teu presente.


quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu tenho Dons

O de afastar as coisas de mim, o de escolher errado e ficar especulando sobre situações que não estão ao meu alcance. Como sempre faço tudo errado!

O defeito é de berço. Não conseguimos trocar uma palavra sem que ela consiga me irritar e vice versa. Fica ansiosa, inquieta, carente e solitária (no canto), não construiu nenhum assunto concreto comigo, por isso fala o desnecessário - convivemos. Descobri como somos incrivelmente parecidas e como sofremos dos mesmos males, exatamente por esse motivo não nos suportamos. Vê o erro reproduzido é demais para alguém. Tenho a certeza que o sentimento que nos envolve não modifica isso, eu a amo e confio na reciprocidade, porém não vem ao caso.
Ela precisava de conselhos, e os dei rapidamente, falei de uma solução que parecia óbvia. Compreendi logo depois que era o que eu precisava e não sabia como resolver – quebrei a cara. Dá para aprender que não posso apontá-la por ser desse jeito, se assim eu também sou. Preciso me perdoar e posteriormente perdoá-la, talvez isso nunca aconteça e viveremos nessa angústia.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

“Deusa com ar de menina”


Algumas vezes eu já mencionei a diferença entre Monalisa e eu, uma menina e outra mulher, não necessariamente nesta mesma ordem. O que fica claro é que Monalisa não tem medo de se expor, gritar, sofrer, correr, brincar, beber e tantas outras maluquices. O que nos difere é a coragem de assumir sua fragilidade e a façanha de demonstrar melancolia. Apesar de seu sorriso misterioso, seu olhar faceiro e sua forma de sentir, que não correspondem a imagem que eu passo, continuamos a ser a mesma pessoa. Ela sou eu internamente, uma criatura mortal com defeitos e qualidades, no entanto, não aparenta existir no mundo externo. E é exatamente isso que confunde minha cabeça agora, ela vive em mim, não o contrário. Não sei o motivo mas eu a deixo me dominar em muitas partes da semana, as vezes até insisto em só pensar como ela, constantemente me vejo separando as idéias e a hora de ser uma ou outra. Impossível de admitir essa situação; assim estou me sentindo presa, dominada, controlada, inclusive exasperada. Da última vez justifiquei aquele choro pela personalidade dela, não minha e sabiamente meu acompanhante disse – não há como separá-las, pare de arrumar desculpas. Isso me chamou à atenção, me despertou. Devo informar que, sim temos algo em comum, a determinação. O que nos move e nos dá sentido para continuar tudo o que nos rodeia e por vezes nos cansa.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Cartas à Monalisa.


Além dos segredos, tudo têm o seu recomeço. Tinhamos um cenário peculiar, um ônibus velho à luz de um céu estrelado e indícios de frio - como autora dessa vida guardei detalhadamente aquela imagem que seria o documento para este ofício. O roteiro foi se delineando por conversas psicossomáticas. Iniciativa minha sentei ao seu lado e observei “como é lindo, não fisicamente” – logo soltei o elogio, e a resposta foi bem a altura – bochechas rosadas, belo sorriso e uma meia ‘barroca’ se forma em seu rosto. Aí não resisti mais, precisei olhar e olhar fixamente para aquele que estava a minha frente, perceber seu aparente interesse pelos meus sintomas e analisar a intenção de seu toque.

Nosso primeiro beijo da noite partiu de uma brincadeira – daquelas com fundo de verdade – talvez tenha sido esse o grande momento a ser guardado se não for repetido. E depois, o nosso medo de magoar o terceiro e único envolvido na história foi notável, trocamos aquele receio por coragem. Embalados ao som romântico de “Assim você me mata” (rs) nós divertimos tanto e tão bem que qualquer consequência para mim valeria a pena. E aquela pergunta: isso vai virar um texto? Seu lindo. Vai sim, quase tudo isso.

Logo mais no dia seguinte deixei claro não estar aberta a críticas, exatamente por eu estar consciente de todos os meus atos, mas sei lá, como sempre me sinto insegura. Consequências a parte, lá vai eu tentar consertar-me – engano de uma inexperiente – me complico mais ainda. Já inconsciente começo a enxergar luzes vindas de vários focos acompanhadas de uma música muito alta, me senti sozinha frente a muita gente – preciso ir para “casa” – não podia sozinha. Voltamos juntos, mãos dadas como se nada tivesse acontecido. Vimos estrelas sentados na calçada da “favela”, fui carregada até em “casa” pisando em pedras geladas. Dormir – o resto foi devaneio de uma bêbada.

Novo dia, e mais uma vez não entendo nada. Sua expressão não me diz absolutamente nada, não consigo mais analisá-lo, nem saber suas intenções. Droga! Tornou-se imprevisível e dessa forma desejável. Porque eu sou assim? Tive que barrar meu orgulho por diversas vezes para chegar onde eu queria. Mas sim, valeu a pena. E hoje? A palavra é “encantada”. Isso mesmo ENCANTADA em espanhol que significa “muito prazer”. Foi uma satisfação compartilhar essa felicidade e desejo com você. Por isso acordei cedo sem reclamar, me achei linda e sai cantarolando pela rua...








Do início

Semana Santa 2011

De onde vem à inspiração para escrever? Há dias estou fugindo dela. Tempos mesmo, desde que arrumei um leitor para esses textos que perdeu o mistério, o segredo. Andei lendo uns textos do gênero, como diria o leitor “seu diário”, e vi que assim como eu, as pessoas – digo mulheres - sofrem por amor (ou pela falta dele) como eu, cada uma da sua forma, do seu jeito, com seu estilo, com a sua máscara e dor. Não importa. Eu não sou a única. Ele diz que não tenho leitores porque não quero, pois os outros iriam adorar ler o que eu escrevo; suspeito de uma leve mentira, uma vez que desconfio de outras. É só o que ele tava tentando fazer, mentir. 

Há procura de um ‘namoradinho de páscoa’ eu me senti participando de uma novelinha mexicana, uma hora, atrás de quem eu não tenho nenhuma empolgação; outrora ligando para quem jamais ligaria para mim, não por falta de interesse, mas uma questão de hierarquia. Aconteceu. Eu não tenho culpa do grau de parentesco das pessoas, só porque eu não vi primeiro. Que droga. Porque não os conheci simultaneamente? Será que teria preterido um ao outro? Um é mais bonito; Outro mais misterioso. Enfim, será que o que procuro está em um ou em outro, cheguei a acreditar que conseguiria ficar com o menino lindo e fofo, mas o destino insistiu em não deixar. Dizer o que eu queria ouvir ele disse e me ver dá forma como eu queria ele viu, no entanto, não foi o bastante.

Na real, isso me deixou um tanto mais depressiva que antes, me fez perceber que o que eu preciso é atenção e estou procurando isso desesperadamente, sem rumo, restrições ou objetivos. Já era da minha vontade ligar para ele - não de minha coragem, fiz isso por um ato involuntário de meus dedos e acabou rolando uma conversa misteriosa e encantadora, em minha opinião. “Primeiramente, sua voz é muito linda”, como assim? A dele é que era. Como minha voz é inconfundível se ele só a ouviu poucas vezes, como ele sabia minha idade e outros detalhes? Ele é lindo, só que familiar. Não posso fazer isso, as pessoas não aceitariam, culpa dessa sociedade falsa moralista que diria horrores ao meu respeito. Eu não ficaria ofendida se esse rapaz me fizesse feliz, este estado que eu procuro há tanto tempo. Mas não é isso que ele quer também, deixaram de fabricar homens interessados em mulheres seriamente. Desde que as facilidades apareceram, só pensam em curtir e curtir. Talvez eu esteja julgando-o, eu sei que ele se interessou por mim daquela vez, da forma que ele me olhava não era igual aos outros, o seu colo não tinha a mesma intenção que os outros, suas conversas, notei a diferença.

Foi uma loucura. Foi louco. Mas me fez ter esperança novamente, me fez rir e acelerou meu coração como antes acontecia. Era disso que eu precisava, só não merecia a frustração do ato, porque cada vez que isso acontece é como se fosse uma veia descartada e eu já perdi um monte. Nessa semana denominada santa, eu só queria esse ovo de páscoa pelo seu simbolismo, por saber que eu tenho alguém que me acha importante ‘algum dia’ pois essa lembrança eu só tenho de uma amiga muito querida. Não de um homem, de fato, nenhuma lembrança de datas comemorativas, aí vem àquela sensação de fracasso, de não ter conseguido mais um ano e principalmente de estar sozinha como sempre. Não existe conclusão para esse caso.

Assim eu dormir, na verdade, eu hibernei. Talvez para sonhar com o que eu não tenho na vida real. Não sonhei. Se tive pesadelos não me lembro, o que sei é que acordei com vontade de dormir novamente e pronto. Não ver e ouvir ninguém. Essa sensação de ‘mesmice’ está me corroendo; o que eu queria mesmo era ter viajado - lugar, pessoas, comida e roupa nova eram o que iria me satisfazer - não por ostentação, mas por uma busca insensata do novo, de Renovar e procurar mudar esses sentimentos que me atrasam e devoram.

Enfadada! Essa é a palavra que define meu momento. Minha vontade de jogar tudo pro alto mesmo amando tudo o que faço e consegui na vida. É que tá na hora que ser amparada. Tudo sozinha cansa, enjoa e não me dignifica. Eu perdi a inspiração e o foco da escrita, só precisava desabafar essas coisas insanas e com conteúdos atrasados.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Assimetria


Minha garganta calou na hora em que meu coração disparou. Não se faça de desentendida minha cara consciência, eu preciso de ti para me manter sóbria diante dos atropelos. Do seu engano, minha jovem, eu faço a minha vontade de te vencer... Não é que não te quero bem, apenas não te quero mais, sabe? A arte que eu sei pintar não contribui em nada para o seu intelecto, apenas para a nossa estética, a princípio pensei e julguei não ter agradado. Naquele momento eu chorei a ausência de confiança na nossa amizade e na falta de conhecimento do meu eu que deverias ter, mas depois consegui superar sozinha e permanecer assim. Não te chamarei a atenção, nem tampouco correrei atrás do que vivemos, eu lamento muito que tudo que passamos juntos não tenho sido aproveitado e se perdido por tão pouco mérito. Essa arte aqui é de rua, é a minha vida, o que eu vivo e convivo todos os dias - não agrada a maioria e quem eu pensei estar do meu lado se foi na primeira oportunidade. Essa oração tem vários sujeitos, gosto de trocá-los nas entrelinhas.

Por outro lado e mudando de assunto para não confundir, uma boa mãe sempre faz sucessão para meus rebentos, não sou filha única, nunca fui mimada, mas sou incrivelmente caprichosa – sempre soube o que eu quero e consigo gerenciar todas as minhas vontades muito bem.  Embora sempre ocupada não me nego a viver as grandes sensações da vida, levando tudo com muita paixão, fazendo tudo com tanta intensidade que até assusta. “As relações ficaram assim virtuais”, conta a professora entusiasta, não posso desmenti-la se é o que eu presencio em mim – “deixaram de ser humanas” me remete a certas conversas que prefiro nem citar.

Meu blog deu uma levantada no movimento, o que me deixou contente. É isso! Nos próximos dias estarei curtindo um friozinho legal, ao lado de pessoas interessantes e frente a debates inteligentes (Dessa forma eu espero). E assim que voltar terei muita coisa na bagagem.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Do nada

De repente todos os fantasmas do passado resolveram ressurgir das cinzas??

Vamos esperar para vê se é tendência...

((Registrando meu primeiro seguidor))

terça-feira, 17 de maio de 2011

E agora José?

Ps: Sinceramente eu não estou com vontade de escrever, mas não posso deixar passar as últimas surpresas e até as considero a maior do ano.


Era um conto pueril, amizade eterna e bem fraternal. Aqueles oito anos de diferença não transpareciam em nada nas nossas conversas, segredos, inclusive na nossa cumplicidade. Parecia paixão de criança, daquelas sem cabimento e por isso não fazia sentido, ninguém acreditava em mim ou nas minhas intenções. Pela minha pouca idade fui obrigada a vê-lo com outras e guardar meu sentimento bem no íntimo, embora eu não conseguisse esconder. Ele sabia que a menininha que sempre ia estar ao seu lado seria eu, acontecesse o que acontecesse, jamais o deixaria – virou até jura. Não sei explicar, mas sua atitude desde a primeira impressão que teve quando descobriu meu amor foi de esconder para ele mesmo, fingiu por muito anos que não sabia – detalhe não me dava esperanças, porém nunca me deixou perceber que não me queria como mulher – deve ser porque eu ainda não era. Enfim, essa trajetória é longa, envolve muita gente e têm dois protagonistas, o menino dos olhos de gato, em nossa época o mais cobiçado da cidade e eu, a companheira de momentos e a primeira na sua lista de considerados – pelo menos era o que ele me dizia. Era o meu príncipe, o homem que eu chamava de meu, aquele que dançaria a valsa comigo na minha formatura, acreditava que entre nós era questão de tempo, achava que ele só estava esperando que eu crescesse – me enganei quase que completamente. Não era por idade que ele não estava comigo. Acredito em acidentes do destino e não gostaria que tivesse acontecido comigo, mas aconteceu. Quando atingi meus dezoito anos, me preparei para o grande dia, sabia que ele ia chegar só que não chegou. Eu que marquei aquele território durante anos para explorá-lo no dia certo, vem uma expertinha e fura a fila. Ele tolo vai em frente e me deixa, dessa vez sem esperanças. Acho que ele nunca acreditou que daríamos certo, nem eu. Emplacou um casamento e filha – sumiu da minha vida.
Agora ele volta, reaparece das cinzas, gritando saudades, enfeitando elogios, chamando a atenção, lembrando o passado, contando nossos feitos, tentando me conquistar. Agora José? Depois de tudo, usado e reusado, embrulhado e com o kit completo – foi agora que você percebeu que quem você sempre quis fui eu? Porque me cobra amor ainda? Com que direito você tem de exigir? Só porque eu estive a vida inteira te esperando não quer dizer que continuo a disposição. Me desculpe mas parece que eu sou a reserva principal, quando acontece algo errado eu estou lá para consertar. Será carência? O seu problema é a auto-confiança, te peço cuidado, você percebeu que a menininha cresceu, virou mulher.
O pior disso tudo é que finalmente aconteceu o que tanto esperei – José assume que me quer, no entanto, eu não senti nem a metade do que eu ou ele esperávamos. Foi uma conversa para ele e segundo ele mágica – aquela coisa de não desapareça da minha vida, eu te ligo de qualquer lugar, eu vou ai te vê, eu vou acalentar seu sono, vou te fazer feliz. Ah não! O conto de fadas falhou, o grande defeito de virar adulta é que não se acredita mais em Papai Noel ou Coelhinho da Páscoa apenas convivemos com a memória deles por conveniência. Nossa trajetória ainda não acabou, eu vou finalizá-la – não se preocupe – quando eu tiver você em meus braços agora vou segurá-lo mesmo que continue não sentindo nada. É questão de acerto de contas com a minha infância e meus doces devaneios. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Protagonismo


Numa dessas noites eu ia esquecer meu óculos no meio fio. Como assim eu tava tão inconsciente a esse ponto? A meu ver estava eu no meio de pessoas brancas extremamente conscientes da besteira que fazem e eu tinha o controle da situação. Eu assim só queria ser feliz. Só me fez chorar, que crise de choro foi aquela? Minha cabeça doída e muito – rodava.
Aquele dia foi atípico, mostrei publicamente como sou frágil. Estive inconsciente entre conscientes – não lúcidos. Por muitos motivos explodi em lágrimas sinceras, apenas para expulsar certos demônios que me rodeiam. Nada sério, mas eu não consigo acreditar que em tamanha dignidade se fez a atitude dele, é mesmo muito fofo – lindo nem precisa mais falar.
Refleti e pensei: criei protagonistas para minha própria história, é isso mesmo? Coloco-me como coadjuvante. Entendi: por isso não deu certo até hoje. Só pode. Essa liberdade me fez raciocinar direito e compreender aquele contexto – como as coisas funcionam.

sábado, 14 de maio de 2011

Porque bates coração?

Se já não te quero mais. Se já passa desapercebido. Se não há mais euforia. Se não há mais graça. Se foi ilusão. Se foi mentira. Se foi sofrimento. Se foi frio. Se é sapo. Se já conheci o segundo. Não importa quantos se’s eu terei que colocar para não me sentir culpada pelos meus batimentos inesperados. Não posso deixar de dizer meus motivos aparentes. Como você é lindo apesar de inconsciente. Como as nossas lembranças permanecem intactas. Como aquele lugar permanece o mesmo. Como minha memória continua andante naquela casa. Como minha presença é lembrada. Como as outras serão desprezadas. São tantos.
Mas se bate é porque um dia foi príncipe. É porque um dia eu te quis. É porque foi emocionante. Bate porque fere. Porque toca no intimo. Na ferida. Na dor. Em mim só restou o calor, o querer, a percepção, a euforia, a graça, a verdade e todo um reino a sua espera. Desmoronou.

Bastidores

Enigma

Como espera que as coisas dêem certo se tudo é uma piada? Isso mesmo, mega piada interna. Com toda propriedade dissimulo sorrisos e sorrisos, sem falsidade, apenas porque as coisas mudam, tudo muda, inclusive a vida. Fui intitulada de enigmática outro dia desses, bem que eu queria ser - não acredito ter tanto talento. A minha intenção é fazer com que as pessoas compreendam que nem tudo é o que parece ser, um belo sorriso não significa felicidade nem tristeza, é apenas um gesto compartilhado provocante e estimulador de sensações. A expressão da Monalisa é sempre muito questionada e pouco entendida. Apesar do significado desse nome envolver alegria carrego na memória meus textos melancólicos meros tradutores da minha alma e não demonstrados no meu elogiado sorriso. Sinto escrever para o vento ainda sim recebo as respostas – Nunca mais te vi mesmo assim não tenho saudades.

Carinho

Nos últimos acontecimentos fui forçada a lembrar do único homem que me amou na vida, talvez por isso – ou falta disso – não esteja mais entre nós. Pensei em te fazer uma homenagem, você merecia, porém ia ficar bem mórbido não ia combinar com a nossa relação. Tão companheiro, lindo, sincero, carinhoso, atencioso, apaixonado me desculpe por só ter percebido isso depois que se foi. Não foi premeditado, eu jurei um dia voltar para te buscar não foi? Não deu tempo. Me culpei por meses pelo fato de não ter mudado o seu destino, me senti responsável por não ter insistido na sua permanência. Conclui logo depois que não podia modificar em nada o acaso. Preciso falar de você que me fez tão bem e foi obrigado a afastar-se de mim. Não te responsabilizo pelos meus traumas, não fazes parte deles. Parece clichê dizer que é tarde demais. Te amei mas aquele sentimento era muito maduro na época para a minha cabecinha de quinze anos.

Entrelinhas

Se é saudosismo lê e relê o que eu escrevo não sei, só sei que lendo de volta é como se eles estivessem me dizendo o que fazer e como agir. Eu gosto das minhas entrelinhas as acho inteligentes e adoro quando as pessoas não as compreendem ao mesmo tempo gostaria de explicá-las. Sabe que eu estava certa quando pensei que o interesse do público decairia com a publicação deles, a disponibilidade faz isso mesmo. O pensar de ter e ver na hora que quer deixa as pessoas muito seguras. Temo por elas pois a estabilidade é traiçoeira. Essa semana foi bem calma e decepcionante e logo estou à procura de outras emoções para apimentar o sorriso de Monalisa.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Saudade da época em que eu confiava nas pessoas


Doce e sincera primavera ingênua rolava na minha cabeça, sem condições de outras possibilidades. Pelo o que eu entendi sempre foi assim, mas eu não conseguia enxergar os pesares dos gêneros relacionais. São tantos sentimentos que passam devastando - a inveja é o pior deles e não muito importante para ser o único. Acontecem nos bastidores mentais pensamentos tão podres, que não são identificadas as intenções de primeira, os resultados só aparecem depois do impacto. Eu acredito que estas palavras estão misturadas e incompreensíveis, talvez seja esta a grande sacada. Se tornar uma incógnita, formar mistérios e exorcizar os fantasmas absolutamente maquinando idéias sórdidas e egoístas. Nesse jogo de letras, não existe nada intencional, mas sim proposital. Sempre há a colocação do mal, aquela mesmo que irá arrasar a sua paz e nova consciência – tranqüilidade e sobriedade.
Nisso tudo eu só quero poder voltar a viver sem medo desse jogo de letras, palavras, interesses e medos. Tenho mesmo saudade daquele tempo que não tinha receio de contar certas coisas a certas pessoas ou até mesmo compartilhar detalhes e minúcias de aventuras emputecidas.  Quero a verdade lacrimejando nos olhos em quem eu vejo a esperança de manter relações duradouras. Permita-me dizer: fodam-se aqueles que não sabem me amar. 

domingo, 8 de maio de 2011

Ironia


Do destino. Aquela que repudiou minha nobre idéia teve em seu caminho uma irmã que fizesse o mesmo. Achei ótimo! Nem vou mentir por isso. A questão é que eles continuam família e eu permaneço sem a minha. Para aquela que eu criei não sobrou muita coisa apenas laços: meu pai me abandonou e minha mãe me leva para beber e praticar esportes (risos altos). Aquele pai fictício precisou mais de colo hoje, não pude estar perto e demonstrei meu afeto e solidariedade por linhas telefônicas. Numa conversa ouvi a voz de quem estava tentando permanecer forte e entender porque as coisas estavam acontecendo. Ao enviar uma mensagem vi seu esforço para que não deixássemos o movimento morrer. Aquele que era nosso Instinto.
Na verídica não me empolgo mais. Ao ver a mesa posta composta de pessoas sorridentes e afetuosas, o gosto amargo do pão se mistura a minha saliva ácida e forma indigestão. É difícil digerir, mas não posso modificar a ordem natural da árvore genealógica. Me perdoem os tradicionais, só que nessa data comercial não sinto vontade de comemorar nada. Talvez seja eu a grande ingrata da história – prefiro acreditar no contrário.

sábado, 7 de maio de 2011

Antagonismos

Sim, eles existem. Esperei que se completasse o dia para dizê-lo, mas já sabia que seria assim desde o começo. Me preparei, porém nunca estive tão despreparada para cada situação enfrentada nessas longas horas, dia quase obscuro – cheio das articulações e pressões. Perdi a vontade de dormir, após tudo e todos me reservei o direito de tirar uma lição.
Percebi a importância do número um e a diferença que ele pode fazer na vida. Por hora foi aquele único voto que o eliminou do processo e por outra aquela opção que não escolheram. Diante da única assinatura que faltava algumas palavras me inquietaram – Política e Oposição. Porque misturam os significados? Tem gente que de verdade acredita que fazer um implica em outro. Quando na verdade deveria ser um debate saudável e limpo – sem boicotes. As minhas revoltas por si se bastam, não posso carregar as demais. O que posso dizer é que eu admiro desafios, mas eu também adoro vencê-los. Não tente medir forças comigo nem sou tão ingênua quanto pareço.
Coisas estranhas aconteciam ao mesmo tempo para mim tudo estava misturado, aglomerado e sufocante. Comparei a uma valsa que ninguém sabe dançar, mas todo mundo dança. Até sabiam sua função de executor, embalado por um ritmo fervoroso, cada qual com sua “ideologia”. Me desculpe pois não posso achar normal quando um amigo me responde uma mensagem de “Estou com saudades” com “o que aconteceu?”, minha nossa! Será possível que as coisas desandaram desse tanto, virou selva mesmo, não se troca mais carinho de graça e quando acontece vão considerar interesse ou situação de risco. Não pode ser.
Aquele caminho nunca tinha sido tão conquistador, os movimentos nunca foram tão calculados, os assuntos ditos com tanto cuidado e os olhares jamais trocados. Não iremos nos encontrar novamente, foi um acaso daqueles que acontecem em novela, um único encontro para dar certo à primeira vista. Não deu. Juro que tentei. O resto foi cansativo. Outro dia nasce e eu aprendo tudo de novo. Vejo diferente. Acordo atrasada, discuto com as pessoas e isso até parece um mapa fluxograma.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Repentinamente

Mudei de idéia, mas não me acalmei. Não consigo descrever agora o que eu estou sentindo, é uma mistura de alívio com lágrimas nos olhos e uma ânsia de vômito enorme. De fato como eu pensei está virando rotina, o que não é ruim, se eu estou transformando-o em produto quer dizer que eu vou produzir mais e melhor. Talvez ninguém entenda mesmo o que estou dizendo agora e nem quero. Só vou curtir esse nó na garganta calada. Dessa vez eu vou me comportar e permanecer na minha. Não espero que dê certo, pois perderá o real sentido das coisas.
Me acalmo quando ouço sua voz, me sinto acolhida e muito protegida. Com ela tenho certeza que nada nem ninguém irá abalar e a sensação de dor se transforma rapidamente em sonolência. Ô sono que eu gostaria de estar agora. Não sonhar e acordar na hora certa como não é de costume. Levantar de corpo inteiro, inclusive a cabeça e perceber que aquele dedo podre faz parte de tudo e não mudará em nada nossa essência. Eu preciso mesmo me ocupar, estou na fase em que as palavras não me deixam em paz, elas querem por que querem sair o tempo inteiro – me atordoam.

O grande impasse ...


Da última vez foi diferente, eu tive o texto em mente, mas não gostaria de revelá-lo. Como se essa caixinha não fosse mais segura e inicialmente pública. Não tem como voltar atrás, eu já envolvi pessoas nesse mundo aqui e elas se sentem donas e responsáveis pelos fatos que são até interessantes, mas não motivadores. A questão nem é essa, eu adoro a sensação de revelar a quem e na hora que eu quero - esconder segundo outros interesses. A discussão está mesmo pautada na criação de uma identidade para essas histórias – na minha opinião redundantes. As palavras se repetem, sim, não tem como não acontecer, pois o contexto é o mesmo. O que eu acho é que perderá a essência se eu começar a publicar, talvez até a inspiração se perca e eu não consiga mais traduzir o que sinto tão sinceramente.

eLOUquencias


A decisão foi demorada, o processo foi lento e a mudança gradativa. Apresento-me. Sou uma mulher com ares de menina e duas faces diárias – Apenas. Experimento por hora o olhar que inspira pessoas a se espelharem em mim e outrora o que recrimina atos executados sem sucesso. Desejo exorcizar fantasmas através de palavras emputecidas, muitos deles inclusive já se foram através de escritos passados e dependendo do caso poderei postá-los.
Em meus devaneios posteriores surgiu o que denominaram de diário – terminação personificada de um dos primeiros protagonistas disso. O que na verdade são contos melancólicos e nada demais. Sem informação. Aqui encontrará a inutilidade da vida escrita sob a ótica de quem escolheu opções erradas e por isso têm uma visão deturpada do que é amor e ódio. Loucuras convincentes - eLOUquencias.