Mariana é uma menina. Julgada pela aparência e comportamento infantil embora não se deixe levar por preceitos antigos até por ser desprovida de preconceitos. Acima de tudo ama viver e experimentar as nuances que ela oferece. Decidida, forte, educada, responsável, determinada, bonita e Casual. O tipo ideal para uma sociedade machista e cheia de regras. Ela não faz de propósito.
Guilherme é um homem formado, não por idade e sim pela vida, pelas suas experiências. A face do moderno. Mora sozinho, independente, lindo e cobiçado. Seu jeito é tão amável e respeitoso que abandona as características de um leviano e logo engana pela sua admirável discrição. Adora conversar, aconselhar, tem uma paciência incrível mas não está disposto a prisões precipitadas.
Algum dia eles vão se conhecer, comemorar o dia dos namorados e serem felizes por alguns anos. Como, onde e sob quais circunstâncias eu não vou saber afirmar. Deve ser algo meio inesperado, sem cara de grande encontro, algo espontâneo e simples. O certo é que um dia irá acontecer. E quando houver o enlace, será o ápice da felicidade procurada, do companheiro almejado, das risadas sem motivos, das cantaroladas inexplicáveis, do sol ser mais brilhante...
Enquanto isso não acontece Mariana se transforma em Monalisa todas as noites para exprimir sua grave desesperança nos fatos. Alimenta um desejo de encontrar o amor que tanto falam que existe e nunca vivenciou, talvez por estar em lugares errados com pessoas erradas na hora certa, ainda não chegou sua vez. A vida é assim cheia de "episódios catastróficos".
*E para prefixo de negação.
Qualquer semelhança com casos reais é mera coincidência.
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