domingo, 8 de maio de 2011

Ironia


Do destino. Aquela que repudiou minha nobre idéia teve em seu caminho uma irmã que fizesse o mesmo. Achei ótimo! Nem vou mentir por isso. A questão é que eles continuam família e eu permaneço sem a minha. Para aquela que eu criei não sobrou muita coisa apenas laços: meu pai me abandonou e minha mãe me leva para beber e praticar esportes (risos altos). Aquele pai fictício precisou mais de colo hoje, não pude estar perto e demonstrei meu afeto e solidariedade por linhas telefônicas. Numa conversa ouvi a voz de quem estava tentando permanecer forte e entender porque as coisas estavam acontecendo. Ao enviar uma mensagem vi seu esforço para que não deixássemos o movimento morrer. Aquele que era nosso Instinto.
Na verídica não me empolgo mais. Ao ver a mesa posta composta de pessoas sorridentes e afetuosas, o gosto amargo do pão se mistura a minha saliva ácida e forma indigestão. É difícil digerir, mas não posso modificar a ordem natural da árvore genealógica. Me perdoem os tradicionais, só que nessa data comercial não sinto vontade de comemorar nada. Talvez seja eu a grande ingrata da história – prefiro acreditar no contrário.

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