sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um conto qualquer

Era uma vez...

Uma menininha sempre pequena, traços finos, cabelo embolado, sobrancelhas avantajadas e um óculos bem redondinho. Para muitos seu nome significava crente e pensadora, para outros relaxada quem sabe acalmada. Para ela sonhadora. Sempre sonhando em entrar para o mundo dos adultos, e com toda a responsabilidade que teria, por horas pensando em ser mocinha, em completar a maioridade para trabalhar, ser feliz, independente financeiramente assim livrar-se de certas amarras que a prendiam impiedosamente. O tempo não passa mas essa menininha cresce a tal ponto que chega participar do mundo dos mais velhos - com tanta opinião que não passa desapercebida. Só tem um detalhe, faltou prepará-la! quem disse que ela nasceu para o universo adulto? Esqueceram de medir o seu grau de sensibilidade antes de deixá-la adentrar em certo caso.

Uma mulher sempre pequena, traços curvilíneos, cabelo esticado denunciando alguns fios brancos, sobrancelhas meio feitos e um óculos quadrado com detalhes vermelhos afim de esconder suas olheiras. Nada disso pode  inibir sua decepção de estar no lugar tão esperado no entanto grandemente enganoso. Lá ela só encontra falsidade, pessoas arrogantes, às vezes, burras outras asquerosas; não importa o modo mas o seu convívio não é mais o mesmo. Não se pode mais confiar em ninguém, ao menos pensar em escolher fiéis companheiros. Eles vão querer te derrubar mostrar como você é fraco, quem sabe te ludibriar - Enfim o processo é rápido e a mudança bastante lenta. A mudança está deixando-a muito confusa, sem inspiração, ou melhor, sem palavras. Não há nada o que dizer, apenas lamentar. 

Seu nome é Raíssa, aquela que não se deve pronunciar nesse blog. Ela está farta! Precisa sair - mudar. Não consegue, está insegura e com medo. Diferente das outras situações faz questão de fazer sozinha - pensar consigo e não revelar certos segredos. De certa forma a graça se perde nas entrelinhas. O fato é que ela está cansada - enfadada de cobranças indevidas e sobrecarregadas de más intenções. Ela mudou e junto consigo foram-se o talento de escrever coisas sensíveis.


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